Case Amazonas — Núcleo de Tecnologia Assistiva

Um robô, duas ciências: próteses e educação inclusiva

Em Manaus, o humanoide NAO fornecido pela Somai virou plataforma de pesquisa em dois campos ao mesmo tempo — o desenvolvimento de próteses de membros inferiores com materiais da Amazônia e o ensino-aprendizagem de estudantes da educação especial.

Pesquisa aplicada Tecnologia assistiva Educação inclusiva Universidade pública
Robô humanoide NAO usado em pesquisas do Núcleo de Tecnologia Assistiva da UEA
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Frentes de pesquisa com o mesmo robô: engenharia e educação
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Único robô NAO de Manaus à época dos trabalhos publicados
UEA
Universidade pública do Estado do Amazonas
Somai
Fornecimento e suporte nacional ao núcleo
O contexto

Um equipamento respondeu a dois problemas de Manaus

O Núcleo de Tecnologia Assistiva da Universidade do Estado do Amazonas desenvolve próteses de membros inferiores voltadas a quem não tem acesso a produtos importados de alta tecnologia — incluindo bioprótese de pé e tornozelo em madeira laminada da região amazônica, com avaliação clínica em pacientes amputados.

Pesquisa dessa natureza esbarra em um obstáculo prático: para avaliar uma prótese de membro inferior é preciso um padrão de marcha confiável, repetível e mensurável. Pessoas não repetem o mesmo passo duas vezes. Um robô humanoide, sim.

Na mesma cidade, outro problema: a rede de ensino do Amazonas conta com poucas escolas preparadas com tecnologia para atender estudantes com deficiência.

Um único equipamento respondeu aos dois.

A entrega Somai

Fornecimento e suporte a uma operação distante dos grandes centros

Fornecimento do robô humanoide NAO

A Somai é a distribuidora exclusiva do NAO no Brasil e forneceu a unidade que hoje opera no Núcleo de Tecnologia Assistiva, em Manaus. À época dos trabalhos publicados, era o único robô NAO da cidade.

Suporte a uma operação distante dos grandes centros

Manter equipamento de pesquisa em funcionamento em Manaus exige logística e suporte que fornecedor estrangeiro não entrega. É onde a presença nacional deixa de ser detalhe e passa a ser condição.

Frente 1 — Engenharia

O robô como referência de marcha

O núcleo é coordenado pela professora Marlene Araújo de Faria, engenheira mecânica com doutorado em Biotecnologia, cuja produção reúne simulação, prototipagem e ensaios de protótipos de próteses de membros inferiores — entre eles o projeto de bioprótese de pé e tornozelo com madeiras da Amazônia e um projeto de joelho mecânico de baixo custo.

Entre os trabalhos ligados ao núcleo está um estudo dedicado ao ciclo de marcha do robô humanoide NAO: o humanoide oferece um padrão de caminhada controlado e repetível, útil como referência no desenvolvimento e na avaliação de dispositivos de membro inferior.

É um uso pouco comum de robô humanoide no Brasil — e mostra que a plataforma serve muito além da aula de programação.

Frente 2 — Educação

O robô como mediador na educação especial

A mesma coordenação aplica o NAO como agente de comunicação e integração no processo de ensino-aprendizagem da educação especial.

Uma pesquisa de mestrado conduzida a partir do núcleo investigou a inclusão do robô humanoide como recurso tecnológico no ensino-aprendizagem de língua portuguesa para estudantes da educação especial, com atendimento no próprio núcleo e aplicação em escola. Entre os aspectos observados estão comunicação, integração, socialização, motivação, trabalho em equipe e desempenho na resolução das atividades propostas.

A motivação declarada da pesquisa é direta: faltam escolas com estrutura tecnológica de atendimento educacional especializado no Amazonas.

Fonte: dissertação de Lidiane de Souza Assante, repositório da Universidade Federal do Amazonas.

Por que este case importa

Três lições para qualquer instituição

🧮

Um equipamento, dois orçamentos

O mesmo robô atendeu pesquisa em engenharia biomédica e prática em educação inclusiva. Para instituição pública, isso muda a conta: o investimento se justifica por mais de uma frente e por mais de um departamento.

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O humanoide é plataforma, não brinquedo

Marcha, cinemática, interação social, linguagem. O que define o alcance é o projeto de quem opera — e o suporte de quem fornece.

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Distância não pode ser sentença

Um equipamento de ponta em operação no Amazonas só se sustenta com fornecedor nacional, peça disponível e alguém que atenda o telefone.

Ficha técnica

O projeto em números e fatos

InstituiçãoNúcleo de Tecnologia Assistiva — Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Manaus
CoordenaçãoProfa. Marlene Araújo de Faria
EquipamentoRobô humanoide NAO
FornecimentoSomai — distribuidora exclusiva do NAO no Brasil
Frentes de aplicaçãoPesquisa em próteses de membros inferiores e educação especial
Produção acadêmica associadaEstudo do ciclo de marcha do NAO; dissertação sobre o NAO no ensino de língua portuguesa na educação especial

Fontes: registros públicos de produção acadêmica do Núcleo de Tecnologia Assistiva da UEA; dissertação de mestrado depositada no repositório da UFAM.

Sobre a Somai

Tecnologia integrada à educação desde 1990

No mercado desde 1990, a Somai é especializada em integrar novas tecnologias à educação. A excelência técnico-pedagógica é sustentada por uma equipe multidisciplinar de pedagogos, professores, psicólogos, designers gráficos, administradores, programadores e técnicos, que trabalham para entregar soluções tecnológicas de alto impacto educacional.

Mais de 35 anos, 2.500 escolas atendidas, 25 mil educadores envolvidos e 2,1 milhões de estudantes impactados.

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O mesmo robô pode servir ao seu laboratório e à sua sala de aula

Somai EdTech

A Somai fornece, implanta e mantém robôs humanoides em universidades, redes de ensino e centros de pesquisa em todo o Brasil — e desenvolve a camada de inteligência artificial que amplia o que esses equipamentos já instalados conseguem fazer.

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